BANCADA DIRECTA
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sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina

O saber não ocupa lugar.

Temas de Medicina

Vamos falar de otorrinolaringologia, isto é dos nossos ouvidos, dos nossos narizes e das nossas gargantas. (1ª parte)


O destaque

Os ouvidos, o nariz e a garganta estão estreitamente relacionados, tanto na sua localização como na sua função. Os especialistas que se dedicam a diagnosticar e a tratar as doenças destes órgãos denominam-se otorrinolaringologistas.

Perda da audição e surdez



Legendas da imagem Ouvido Externo / Ouvido Médio / Ouvido Interno
1- Canal auditivo. 2- Tímpano. 3- Martelo. 4- Bigorna. 5- Estribo. 6- Janela oval. 7- Tromba de Eustáquio. 8- Cóclea. 9- Nervo auditivo.

A perda da audição é uma deterioração desta função. A surdez é uma perda auditiva profunda.

A perda da audição pode ser causada por um problema mecânico no canal auditivo ou no ouvido médio que obstrói a condução do som (perda condutiva de audição) ou por uma lesão no ouvido interno, no nervo auditivo ou nas vias do nervo auditivo no cérebro (perda neuro-sensorial da audição). Os dois tipos de perda da audição podem ser diferenciados comparando como uma pessoa ouve os sons conduzidos pelo ar e como os ouve conduzidos pelos ossos.
A perda auditiva neuro-sensorial denomina-se sensorial quando afecta o ouvido interno, e neural quando afecta o nervo auditivo ou as vias do nervo auditivo localizadas no cérebro. A perda auditiva sensorial pode ser hereditária, ser provocada por ruídos muito intensos (trauma acústico), por uma infecção viral do ouvido interno, por certos fármacos ou pela doença de Ménière.
A perda auditiva neural pode ser causada por tumores cerebrais que também danificam os nervos circundantes e o tronco cerebral. Outras causas são as infecções, várias perturbações cerebrais e nervosas, como um acidente vascular cerebral, e algumas doenças hereditárias como a doença de Refsum. Na infância, o nervo auditivo pode ficar danificado pela parotidite, pela rubéola, pela meningite ou por uma infecção do ouvido interno. As vias do nervo auditivo no cérebro podem ser lesionadas pelas doenças desmielinizantes (doenças que destroem a bainha dos nervos).

Diagnóstico

Os testes auditivos com um diapasão podem ser feitos no consultório médico, mas a melhor forma de testar a audição é uma câmara insonorizada e com um audiometrista (especialista na perda da audição), utilizando um dispositivo electrónico que produz sons em tons e volumes específicos.

A condução do som por via aérea nos adultos mede-se colocando um diapasão que esteja a vibrar perto do ouvido, com o fim de fazer o som viajar pelo ar até chegar ao ouvido. Uma perda de audição ou um limiar de audição subnormal (o menor som que possa ser ouvido) podem indicar a presença de um problema em qualquer parte do aparelho auditivo (o canal auditivo, o ouvido médio, o ouvido interno, o nervo auditivo ou os canais do nervo auditivo no cérebro).
Nos adultos, a audição por condução óssea mede-se encostando contra a cabeça a base de um diapasão que esteja a vibrar. A vibração propaga-se pelo crânio, incluindo o caracol ósseo do ouvido interno. O caracol contém células ciliadas que convertem as vibrações em impulsos nervosos, que se transmitem pelo nervo auditivo.
Este teste contorna o ouvido externo e o ouvido médio e avalia apenas o ouvido interno, o nervo auditivo e as vias do nervo auditivo no cérebro. Utilizam-se os diapasões com diversos tons (frequências) porque algumas pessoas podem ouvir sons a certas frequências, mas não a outras.

Se a audição por condução aérea estiver reduzida mas a audição por condução óssea for normal, a perda é condutiva. Se a audição por condução tanto aérea como óssea estiver reduzida, então a perda de audição é neuro-sensorial. Em certos casos, a perda de audição é tanto condutiva como neuro-sensorial.

A audiometria mede a perda de audição de forma precisa com um dispositivo electrónico (um audiómetro) que produz sons a frequências específicas (tons puros) e a volumes determinados. O limiar auditivo para uma variedade de tons é determinado pela redução do volume de cada tom até que a pessoa já não o possa ouvir. Sujeita-se um ouvido de cada vez a este teste. Para medir a audição por condução aérea utilizam-se capacetes, bem como um dispositivo vibratório aplicado contra o osso localizado por trás do ouvido (apófise mastóide) para medir a audição por condução óssea.

Como os tons altos que se emitem ao pé de um ouvido também podem chegar ao outro, o teste de tons faz-se emitindo um som diferente, geralmente um ruído, ao pé do ouvido que não está a ser submetido ao teste. Desta forma, a pessoa ouve o tom do teste só no ouvido examinado.

O limiar de audiometria verbal mede em que tom têm de ser pronunciadas as palavras para serem compreendidas. A pessoa ouve uma série de palavras de duas sílabas acentuadas da mesma maneira (como clara, cama e casa) ditas em volumes específicos. O volume ao qual a pessoa pode repetir correctamente metade das palavras (limiar de repetição) é o que se regista.

A discriminação, a capacidade de ouvir as diferenças entre as palavras que soam de forma semelhante, testa-se pronunciando pares de palavras monossilábicas parecidas. O índice de discriminação (a percentagem de palavras repetidas correctamente) em geral encontra-se dentro de parâmetros normais quando a perda de audição é condutiva, é menor que o normal quando a perda de audição é sensorial e muito menor que o normal quando a perda de audição é neural.
continua

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Neste final de dia, só mais um apontamento sobre a Murtosa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não pretendo aborrecer-vos, mas ficou para aqui esquecido um pequeno texto sobre esta terra maravilhosa que é a Murtosa. Mas a beleza do texto vai de certeza agradar a quem gosta desta terra.
Murtosa

"Os campinos de Garrett abateram a proa, assim que ouviram falar duma luta de oito dias com o mar. Para lhes travar para sempre as campainhas, bondava agarrar-lhes pela jaleca e levá-los ali à Torreira, numa madrugada em que o búzio soasse e duas companhas arrancassem para a «recachía».

Os de Ílhavo são peixes de água salgada. Vivem no mar. O comando da nossa marinha mercante está nas mãos deles.

Os da Murtosa, esses não se contentam em ser mareantes. Acham aquilo monótono e, salvo horas naufragantes, luta branda. A pesca, sim, que é movimentada, que pede força, que tira de condição a coragem, que faz preço à audácia, que requere do homem a agilidade da onda e o segredo do ritmo. É a paixão dos murtozeiros. Não é este nem aquel'outro. Observem-os e verão que aprender um é conhecê-los a todos. (...)"

[Joaquim Leitão, Pescadores da Murtosa. Extracto da Canção do Regresso, Ottosgráfica, Lisboa, s/d, ed. fora do mercado]

Dedicado ao meu caríssimo amigo Pedro Sousa. Adriano Ribeiro

A Adega Machado foi à vida. Triste, muito triste. Mas o fado não morre.

Fechou as portas a Adega Machado no Bairro Alto

Amália Rodrigues cantou lá várias vezes e era cliente habitual, Mariza pisou o palco quando ainda era criança. No entanto, ao fim de 72 anos de portas abertas, o fado da Adega Machado, situada no Bairro Alto, em Lisboa, deixou de se escutar no domingo.

A gerência da sala de espectáculos assume estar "atolada em dívidas" e, na sequência do fecho, há 28 pessoas no desemprego, dos quais quatro são fadistas, dois guitarristas e seis integram um grupo de folclore em regime de colaboração.
"Não vai voltar a abrir. As dívidas foram-se acumulando desde 2001. A minha vida foi destruída ali dentro", disse ao CM, com mágoa, o actual gerente, Filipe Machado. Na lista das facturas em falta estão pagamentos a fornecedores, IVA e contribuições à Segurança Social.

Armando Machado e sua mulher Maria de Lourdes (anos sessenta)

Quem não se conforma com a situação são os ex-funcionários da casa de espectáculos, fundada em 1937 pelos artistas Armando e Maria de Lourdes Machado, que dizem ter "casa cheia" aos fins-de-semana. A fadista Ana Carvalho reconhece que já houve crises, mas até agora passageiras: "Durante estes meses foi das casas de fado que melhor trabalhou.

O que houve foi má gerência. Andamos todos num desespero", lamentou-se.

Mais uma carta para o Pai Natal (2). Agora esta é do avô Jerónimo de Sousa

Cartas ao Pai Natal - Jerónimo de Sousa



Camarada
Tu que és explorado pela entidade patronal
Durante a época do Natal
Usado como símbolo do capitalismo
Para fomentar o consumismo
Desenfreado, descontrolado
Que enriquece a burguesia
E empobrece o proletariado
Junta-te a nós no combate
Contra a guerra no Iraque
Oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's
Luta pela igualdade feminina
Não dês Barbies mas Matrioshkas
Educa as crianças de hoje
Comunistas amanhã
Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital".
Camarada
Reivindica o teu direito a um transporte decente
Pára o trenó e as renas
Que não é veículo de gente operária e trabalhadora
Como tu oh pai natal!
Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários
Viva o Natal dos oprimidos
Viva o Natal dos operários!

Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa
(Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP)

Falemos de nomeações. Lembram-se de “Jobs for the boys”?. Não é a mesma coisa, mas.

As nomeações dos novos governadores civis
Perdeu o lugar e não foi eleito?

Não faz mal. Vai para governador civil

O governo aproveitou a nomeação dos novos governadores civis (renovou 10, num total de 18) para reparar os danos provocados no aparelho socialista pela perda de votos nas eleições legislativas e por derrotas nas autárquicas.

É o caso do novo governador civil de Lisboa, um ilustre desconhecido para os alfacinhas em geral, mas bem conhecido da população socialista. António Galamba, deputado até 27 de Setembro, não conseguiu ser reeleito nas últimas legislativas: era o 20º da lista da capital e o PS só conseguiu eleger 19.
Mas durou pouco tempo a angustia de ter estado tão perto e, mesmo depois de composto o Governo (sem que saísse ninguém dos eleitos por Lisboa), ter ficado sem posto. Na quinta-feira da semana passada, em Conselho de Ministros, António Galamba foi “recompensado” com o lugar de governador civil.

Não foi o único. A sua homóloga no Porto é Isabel Coelho Santos que disputou, em nome do PS, a Câmara de Gondomar ao indefectível Valentim Loureiro. Perdeu em 11 de Outubro, para ganhar em 19 de Novembro. Um percurso idêntico ao do novo governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, e ao da nova governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona. O primeiro fora candidato contra o inamovível Fernando Ruas, a segunda perdeu para a CDU a autarquia de Alpiarça (nas mãos do PS desde 1997). Ambos haviam sido destacados deputados na legislatura anterior – Sónia Sanfona foi vice-presidente do grupo parlamentar e a relatora da Comissão de Inquérito ao BPN. Porque a direcção do PS impediu que candidato à presidência de uma autarquia pudesse integrar as listas de deputados, restar-lhes-ia os lugares de vereador não fosse o Governo ter-se lembrado deles para governadores civis.

A governadora civil de Faro é também uma ex deputada, Isilda gomes. Apesar da hecatombe eleitoral do PS no distrito algarvio, ela fora reeleita como numero três da lista. A sua saída para o Governo Civil permite, porém corrigir dupla “injustiça”: Jamila Madeira, que ficou à porta da reeleição, primeiro para o lugar de euro, em Bruxelas, e depois para a AR, tem por esta via lugar entre os eleitos.

A lista de governadores civis indignou o bloco de esquerda: é claramente de pendor partidário” e apouca a democracia” afirmou o novo líder desta bancada José Manuel Pureza.

Cristina Figueiredo. Expresso

Será este o Regime que nós queremos para conviver com ele?

Fragmentos e Opiniões

A pergunta é muito pertinente: para onde caminha este país?


Este é o regime em que os chamados grandes negócios de Estado acabam invariavelmente em negociatas, em vertiginosas derrapagens orçamentais, em censura do Tribunal de Contas, em polémica e confusão. Mas é também o regime em que, depois, nada acontece, além de algumas promessas de ocasião e uns quantos artigos nos jornais.

Este é o regime em que imaginamos as ditas negociatas como operações complexas, de apurada engenharia financeira. Mas onde, para lá dessas, as sabemos materializadas em envelopes com notas entregues num discreto gabinete ou numa esconsa garagem, na oferta de carros de alta cilindrada, tudo isto tratado com uma chocante naturalidade e facilidade, como se fossem inerentes ao negócio.

Este é o regime em que um empresário da sucata, um negócio tão digno como outro qualquer, consegue montar uma "rede tentacular" em grandes empresas do Estado, ou a ele ligadas, beneficiando para tanto da suposta permissividade moral e ética de altos responsáveis dessas mesmas empresas. Mas da qual o próprio Estado não é o primeiro a tirar lições, nem a actuar em conformidade, alimentando assim a suspeita de que o problema não é pontual, é estrutural.

Este é o regime em que o advogado desse empresário, um ilustre jurista de Coimbra, pode afirmar que o seu cliente é apenas "a ponta do icebergue" e que o processo "pode envolver figuras da hierarquia do Estado". Mas onde em resposta apenas ouvimos o silêncio ensurdecedor da "hierarquia do Estado", onde a táctica política se sobrepõe à substância do que está em causa.

Este é o regime em que os principais titulares da Justiça se envolvem numa nada subtil "guerra" de competências, numa disparatada sucessão de declarações que só alimentam a confusão, em contestáveis interpretações da lei que era suposto serem transparentes, em conflituosas relações entre hierarquias do poder judicial. E onde, uma vez mais, pode ficar em causa, aos olhos da opinião pública, a isenção da Justiça face ao poder político, reforçando a imagem de uma Justiça forte com os fracos e fraca com os fortes.

Este é o regime em que é possível ouvir figuras de prestígio considerarem o processo 'Face Oculta' como um caso menor, um quase fait divers, alimentado por uma insaciável imprensa sensacionalista. Mas que, em contrapartida, pouco ou nada dizem sobre os factos comprovadamente objecto de investigação, validados por um juiz de direito.

Este é o regime onde as violações do segredo de justiça são sempre imputadas aos jornalistas, último elo de uma cadeia que tem como origem uma lei que faz do 'segredo de justiça' uma risada geral. Mas onde, por isso mesmo, ninguém reconhece que, em geral, os jornalistas só fazem aquilo que é o seu dever deontológico, ou seja, informar, resistindo à mordaça que lhes querem colocar.

É este o regime que temos. Um regime que se desfaz perante o olhar espantado e incrédulo dos portugueses. Um regime que se desacredita a cada dia que passa. Um regime à deriva, sem norte e sem valores.

Um regime exposto na sua fraqueza por um impensável processo que tem origem num sucateiro atrevido, que soube aproveitar a fraqueza do regime. Infelizmente não é uma metáfora. É a realidade. O processo 'Face Oculta' é a face visível deste regime.

Luís Marques

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Cartas para o Pai Natal -1. De Mário Soares


Pai Natal
Acordei agora da sesta.
Tive um sonho original.
Conversei com a Maria
E achamos que não é sonho
Mas uma ideia genial!
Já fui ministro, primeiro-ministro
E duas vezes presidente deste país
Está na hora de mudar de ares
Aceitar novos desafios
Levar mais longe o nome de Portugal
Ou o meu nome... Como sempre quis.
Como tu tenho já uma certa idade
E no ventre a mesma proeminência
Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal.
Portanto...
Olha pá faz as malas.
Desocupa a Lapónia.
Vou ser eu o Pai Natal.
Tem lá paciência.
Assinado: Mário Soares(Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da Republica. Ex-Deputado europeu. Futuro Pai Natal)

Já em fim de ano continuamos a oferecer uns presentinhos de natal


Aqui está um presentinho que nos aparece na Rua de Santa Marta.
É caso para dizer: Tanta descontração e tanta impunidade.
Onde para a policia?
Francamente


O Povo tem memória curta! Lembram-se da morte do Padre Max há 33 anos?

O Povo tem memória. Neste caso já se passaram 33 anos
As virtudes da Democracia
Padre candidato acaba morto


Maximiano de Sousa foi vítima da explosão de uma bomba colocada no seu automóvel

A 2 de Abril de 1976, o padre Maximiano de Sousa entrou no carro com uma aluna de 19 anos, Maria de Lurdes Costa. Juntos, davam aulas de Português e Francês a adultos na Casa da Cultura da Cumieira, freguesia próxima de Vila Real. Ao quilómetro 71 da estrada que liga as duas localidades, uma bomba accionada por controlo remoto explodiu. Os dois tiveram morte instantânea. Junto ao local do atentado, ainda hoje se lê uma inscrição em letras garrafais: "Padre Max - assassinos à solta."
A tese inicial da polícia assentava numa eventual ligação amorosa entre o padre e Maria de Lurdes, sua aluna e protegida. Só que, já em 1979, começou a investigar-se a morte de Joaquim Ferreira Torres (presidente da Câmara de Murça); associou-se então o assassínio do padre Max ao Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), grupo de extrema-direita ligado a uma rede bombista que, nos anos quentes a seguir ao 25 de Abril, se dedicou a atacar alvos de esquerda.

Pouco tempo antes de morrer, o padre Max, esquerdista assumido, tinha anunciado a sua candidatura a deputado à Assembleia Constituinte como independente, apoiado pela União Democrática Portuguesa (UDP). Meses antes tinha acontecido o golpe militar de 25 de Novembro.

Além de defender acerrimamente as suas convicções políticas, Max - uma figura muito popular no Norte - era professor de liceu. Tinha 33 anos. Vila Real recebeu, nessa altura, dezenas de milhares de fiéis vindos de todas as partes do país para assistir ao funeral, no cemitério de Santa Iria.

Julgamentos sem conclusões Apesar das suspeitas, nunca foram apuradas responsabilidades do ataque. Em 1977, o processo foi arquivado por falta de provas. Seria reaberto mais tarde, já em 1989, pelo Tribunal da Relação do Porto e são responsabilizadas sete pessoas pelo atentado.

Os autores morais teriam sido o cónego bracarense Eduardo Melo, o empresário Rui Castro Lopo, e o ex-membro do Conselho da Revolução Canto e Castro. Já os autores materiais teriam sido Carlos Paixão, Alfredo Vitorino, Valter dos Santos e Alcides Pereira - operacionais do MDLP. Por falta de provas, o processo foi novamente arquivado.

Em 1996, a Relação voltou a abri-lo. Foram pronunciados apenas os quatro operacionais, absolvidos em Março de 1997, uma vez mais por falta de provas. Passados três meses, o Supremo Tribunal de Justiça anulou o acórdão proferido e foi marcado um novo julgamento - que aconteceu a 21 de Janeiro de 1999. Os quatro arguidos foram absolvidos. Feitas as contas, o processo arrastou-se durante mais de 20 anos, em 2400 páginas e 12 volumes. No final, ninguém foi condenado, apesar de o Tribunal admitir que o ataque terá partido dos meandros do MDLP.

O cónego Melo foi apontado como um dos autores morais do crime. Depois do 25 de Abril, liderara a oposição da igreja às acções do PCP - que no Verão Quente de 1975 tentava entrar no Norte. Muitos chamavam-lhe o "cónego sinistro", pelas suas ligações com sectores extremistas da direita. Morreu em Abril do ano passado, em Fátima. Uma multidão de cinco mil pessoas acompanhou o enterro, num cortejo fúnebre que saiu da Sé de Braga e passou por várias ruas da cidade. Na Assembleia da República, o CDS-PP apresentou à votação um texto de pesar pela morte do cónego Melo, mas só os centristas e o PSD votaram a favor. O PS absteve-se e o Bloco de Esquerda abandonou o hemiciclo durante o minuto de silêncio.

Rosa Ramos. Hoje

Se a cidade de Aveiro é bonita, a zona da Murtosa também o é!


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tive a oportunidade de visitar a Murtosa nesta tarde de terça-feira, com tempo primaveril. Fiquei com vontade de lá voltar, agora com mais vagar e tempo para desfrutar as suas belezas naturais. Aqui vos deixo algumas imagens desta localidade, que foram retiradas de vários blogues, a partir de fotógrafos destas zonas.

Apresento ao amigo Zé Espanca (agora com mais respeito, visto já o conhecer pessoalmente) em meu nome pessoal e no do Pedro Sousa, os nossos agradecimentos pela sua simpática disponibilidade e vontade de nos ser agradável. Bancada Directa sabe reconhecer os seus amigos e espero que num tempo próximo possa visitar Sintra, que eu cá estarei para recebê-lo. Tem cá alojamento à sua disposição pelo tempo que quiser. Admiramos o encontro de duas pessoas estranhas, mas tão comuns nos seus sentimentos de solidariedade pessoal. Nem as suas funções de responsabilidade o impediram de estar connosco, para bem da sua Murtosa.
Muito obrigado doutor. Ficará para sempre no meu coração a sua disponibilidade.
Faço a viagem de regresso, nesta quarta-feira, já com um tempo de chuva grossa e constante. Fiquei alojado, sem o esperar, numa casa da zona de Pardilhó. Ainda de madrugada postei um "Fragmentos e Opiniões" com um tema do Antonio Raposo e preparei este post para ser publicado hoje.

Uma pequena nota sobre a Murtosa

Edificio da Camara Municipal da Murtosa
A Murtosa é uma vila portuguesa, situada no Distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 3 100 habitantes.

É sede de um pequeno município com 73,65 km² de área e 9 804 habitantes (2006), subdividido em 4 freguesias. O município é dividido em dois pelo braço norte da ria de Aveiro. O território principal, onde se localiza a vila, é limitado a nordeste pelo município de Estarreja e a sul liga-se aos municípios de Albergaria-a-Velha e Aveiro através da ria de Aveiro, que também o rodeia a ocidente. O território secundário é limitado a norte, por terra, pelo município de Ovar e a sul pelo de Aveiro, e tem litoral na ria de Aveiro a leste e no oceano Atlântico a oeste. O concelho foi criado em 1926 por desmembramento de Estarreja.

Imagens do centro urbano da Murtosa

Uma rua de Pardelhas

Pardelhas à noite

Edificio da Junta de Freguesia

Igreja do Bunheiro

Freguesia do Monte
Cais da Bestida
Bico
Rua do Areal na Torreira. Habitação Social

Ponte da Varela

O Bico e o seu entardecer nostalgico
Vista da Marina
Pousada da Murtosa

Antonio Raposo regressa ao nosso convivio com mais um Fragmentos e Opiniões. Corrupção à Portuguesa

Fragmentos e Opiniões


O CASO FACE OCULTA NÃO INTERESSA A NINGUÉM…

Uma pequena nota para saudar com muita e muita alegria este regresso do amigo Antonio Mendes Raposo, que já faz parte da mobilia do Bancada Directa, e que a sua presença os nossos leitores querem vê-la sempre bem pertinho!

Vamos analisar o que se passou. Alguém utilizou o “lobby” à portuguesa para influenciar a efectivação de negócios com as suas firmas. Com isso ganhou os chamados “concursos”, enviando orçamentos de concorrentes de maneira a formar o que chamamos de “cambão”. Nada que o pessoal não conheça desde o tempo dos Afonsinos.
Depois do cambão é necessário lubrificar os carretos. Um carrinho para este. Um apartamento para aquele. Quem dirigiu em Portugal os serviços de compras das grandes empresas conhece mesmo que o não tenha posto em prática... ou entrado na dança.
A colocação nesses lugares de indivíduos que fazem parte dos partidos do poder mas que por qualquer razão não conseguiram um lugar muito bem remunerado, acaba assim.
Porém, atenção. Não fiquemos a pensar que isso é que é a corrupção. Não é.
Corrupção mesmo é outra coisa. São os milhões que ficam pelos “off-shores” pendurados de grandes favores feitos e de enormes negócios decididos. Esses sim.
Mas infelizmente esses são muito difíceis de descobrir: Os submarinos, as auto-estradas…Os aeroportos, os TGV.
Quem controla ou irá controlar estas decisões?
Desses não se fala e quem vai dentro é o Godinho.
Moral da história: O PORTEIRO É QUE É SEMPRE O CULPADO DE TUDO…
Antonio Raposo

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Calendário Água das Pedras 2009


A beleza do tempo frio encerra um ano de Calendário Água das Pedras.
Na criação de Kenton Thatcher para Novembro & Dezembro, o fotógrafo envolve-nos numa atmosfera encantada de água, neve e leveza.

A modelo Tânia Leiria eleva-se num imaginário natural, criando uma imagem sublime.


Desvende aqui todos os pormenores desta fotografia e reveja a beleza do Calendário Água das Pedras 2009, enfim completo.

Beba Água Aqui.

Genial!

Transcrito do "The London Time"

No exterior do England 's Bristol Zoo existe um parque de estacionamento para 150 carros e 8 autocarros. Durante 25 anos, a cobrança do estacionamento foi efectuada por um muito simpático cobrador.

As taxas eram o correspondente a 1.40 € para carros e 7.00 € para os autocarros.
Um dia, após 25 sólidos anos de nenhuma falta ao trabalho, o cobrador simplesmente não apareceu.

A administração do Zoo, então, ligou para a Câmara Municipal e solicitou que enviassem um outro cobrador. A Câmara fez uma pequena pesquisa e respondeu que o estacionamento do Zoo era da responsabilidade do próprio Zoo, não dela. A administração do Zoo respondeu que o cobrador era um empregado da Câmara. A Câmara, por sua vez, respondeu que o cobrador do estacionamento jamais fizera parte dos seus quadros e que nunca lhe tinha pago ordenado.

Enquanto isso, descansando na sua bela residência nalgum lugar da costa da Espanha (ou algo parecido), existe um homem que, aparentemente, instalou a máquina de cobrança por sua conta e então, simplesmente começou a aparecer, todos os dias, cobrando e guardando as taxas de estacionamento, estimadas em 560 € por dia... durante 25 anos!!!

Assumindo que ele trabalhava os 7 dias da semana, arrecadou algo em torno de 7 milhões de Euros.

E ninguém sabe, nem sequer, seu nome ...!!!

domingo, 22 de Novembro de 2009

Cronicando Domingo à noite. Reflexões sobre o Hospital de São José. É a minha Casa-Mãe. Acabo por falar de uma grande cidade..

Cronicando Domingo à noite.
Reflexões sobre o Hospital de São José em Lisboa.

É a minha Casa-Mãe!

Ontem, Sabado, saio de casa depois do almoço e dirijo-me para Lisboa. Também é verdade que a partir das duas da tarde a chuva forte prejudicou as pessoas que pretendiam dar um passeio pelos arredores. Mas o meu objectivo era ir ao Hospital de São José. As saudades corroem o espírito das pessoas.

Desço a Avenida da Liberdade e ’passo pelo Rossio’ para subir a Calçada do Garcia e entrar a direito no hospital. Fico admirado com o ambiente à volta do Teatro Nacional Dª Maria II no Rossio. Claro que é meio da tarde, e o ambiente é muito diferente daquele que se vive e “regurgita” normalmente durante a semana neste local. Refiro-me às pessoas que transitam e param pelo Rossio aos dias de semana e à presença de inúmeros africanos e demais étnias, nomeadamente indianos e paquistaneses, estes mais virados para a zona do Martim Moniz. Fico a pensar nos elementos destas comunidades, que estando num país estranho e tão cheio de diferenças culturais e religiosas, por cá conseguem sobreviver. Se durante a semana a sua presença é assídua no Largo de São Domingos e Martim Moniz, nestes fins-de-semana devem estar em sua casa ou nas de familiares. E aqui convivem e matam saudades das suas terras.

E penso nos emigrantes portugueses que trabalham em França. Actualmente não sei qual o seu modo de passar os dias festivos. Deve ser muito diferente dos hábitos que tinham nos anos setenta e oitenta. Em Bordeaux (cidade que conheço muito bem, como as palmas das minhas mãos) o local de concentração dos portugueses era na imponente estação dos comboios, a chamada Gare de Saint-Jean, mesmo junto ao rio Garonne, no sitio da ponte em que o ‘train’ a atravessa em direcção a norte. Mas este ajuntamento era sempre todos os dias, fossem dias úteis ou fins-de-semana. Convém esclarecer que nunca fui emigrante em França. Deslocava-me muitas vezes a Bordeaux, por via de um amigo meu que trabalhava para um campo militar importante que há em Biscarrosse e que eu ia lá ajudá-lo quando ele precisava.

Ao ver o ambiente desolador do nosso Rossio a um Sabado, lembrei-me de Bordeaux. Era impressionante. Aos dias de semana a multidão era enorme nas artérias de Bordeaux nas suas ocupações diárias. O movimento de pessoas e de viaturas era de uma densidade terrível. Respirava-se vida em cada esquina, em cada passo, em cada loja, em cada zona comercial. Mas aos Sábados e aos Domingos a cidade era uma desolação. Não se via "vivalma". A não ser portugueses na dita Gare de Saint-Jean. Por esta zona ainda se notava algum movimento devido a existirem por lá bastantes hoteis.

Perguntava-se então que era feito das gentes de Bordeaux? Salvo aqueles adeptos que frequentavam (geralmente aos Sábados) o estádio Chaban Delmas para ver o seu "Girondins" (na altura chamava-se Parc Lescure na Gironde) tudo o que era gente passava os fins-de semana em Arcachon, uma zona a 7o quilómetros da cid
ade, junto ao mar e famosa pela sua plenitude de vida numa zona dominada pela imensa baía. Era uma espécie de Estoril e Cascais juntas, mas com uma oferta de condições modernas muito superiores. E com uma área dez vezes superior, talvez mais. Cathedral de Saint-André

Naturalmente, com o desejo de conhecer Bordéus mais em pormenor, aos Domingos deslocava-me de Biscarrosse para a grande metrópole. E por lá passava o dia. De manhã frequentava a feira dos argelinos, marroquinos e tunisinos, que montavam as suas bancas perto da Catedral de Santo André, numa avenida comprida. O forte desta feira era a venda de especiarias africanas e artesanato afim. Parecia-me que os afrodisíacos tinham bastante venda. Depois era a deslocação para a dita Catedral para assistir à missa do meio-dia. Lembro-me que havia poucos fiéis presentes, habitualmente, na celebração. Uma vez estavam apenas quatro pessoas na fila da frente, que me pareciam turistas. Mas os franceses pouco se importavam com esta ausência de pessoas o que era muito triste. Normalmente a missa era acompanhada por músicos de grande categoria. Para dar um exemplo em certo Domingo tocava a Orquestra Sinfónica de Paris. Ouvia-se Haendel e Bach. E eu ficava perplexo. Em Lisboa sonhar com isto era impossível. E nunca visitei a Cathedral de Bordeaux, que segundo me diziam era maravilhosa.

Nesses Domingos depois da missa, atravessava a ponte e ia para a zona de Cenon. Na altura era a zona dos hipermercados: o Carrefour, o E. Leclerc , o Champions e o Auchan. No Carrefour aos Domingos havia sempre ‘paella’ feita, no meio do corredor, em grandes caçarolas e a um preço muito económico. Por lá almoçava. Havia sempre uma grande oferta de alimentação já confeccionada. Lembro-me que o balcão mostruário das comidas tinha um comprimento de mais de 50 metros. E havia sempre um bom cheirinho a café dos lotes em venda na secção respectiva.

Não consegui arranjar uma foto que mostrasse o Lago com o viaduto por cima a atravessá-lo. Mas a imagem deste mapa já dá uma ideia da Auto Route A10 a passar por cima de "Le Lac"

Depois do almoço regressava a Bordeaux e ia passear para o Lac. Jardim maravilhoso a envolver o lago, e neste, praticava-se desporto coerente, com especial relevo para o Windsurf. Bonito jardim, bonita paisagem, bonito lago. Mas com um senão. Mesmo ao meio do lago havia um viaduto onde existia a Auto Route que ligava a cidade a Angouléme e depois seguia para Paris. Era um autentico despropósito este viaduto.

O Mercado dos Capuchinhos numa foto dos anos trinta
A entrada principal do Mercado dos Capuchinhos. Anos noventa

Resta-me só falar do movimento a partir das 4 da manhã no Marché des Capucins. Autentico mercado abastecedor da cidade era impressionante o seu movimento. Não sei se actualmente este mercado existe no mesmo local, pois o ‘ le va et vien’ (transito) nas redondezas a partir das 8 da manhã provocava grandes engarrafamentos.

Era o coração e a vida de uma grande cidade, que aos fins-de-semana perdia a sua identidade

Nota: para a semana publicarei o que pretendia mostrar aos nossos leitores sobre o Hospital de São José e a sua História. Até lá!

Recordar é Viver. Murtosa ou Aveiro?

Amigo Zé Espanca
Foi esta a foto que nos aproximou.
Tinha dito no meu post que pertencia ao Concelho de Aveiro.
O meu amigo, muito indignado (?) puxou dos seus galões e informou-me que este local pertencia à Murtosa.
Claro! O seu a seu dono!A Murtosa iria lá perder um local tão bonito e refrescante....
Para que os nossos amigos leitores saibam, é um troço da estrada que liga a Torreira a São Jacinto. Claro, Concelho da Murtosa.
E, claro, salvaguardei sempre a sua identidade. Mas tenho outro amigo, que, igualmente, se dá pelo nome de Zé.
Abraço. Adriano Ribeiro

sábado, 21 de Novembro de 2009

Caso "Face oculta" Ultimo post de minha autoria aqui no Bancada Directa sobre o assunto.

Fragmentos e Opiniões

Caso 'Face Oculta'

Juiz de Aveiro recusa ordem para destruir escutas e não reconhece competência ao Presidente do STJ para as mandar destruir.

António Gomes, juiz de instrução do processo, respondeu ao despacho do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, afirmando que Noronha do Nascimento não tem competência para dar ordens para um processo que lhe é alheio. Hoje, o procurador-geral da República vai anunciar qual o destino de mais cinco escutas entre Armando Vara e José Sócrates.

António Costa Gomes, juiz de instrução do processo "Face Oculta", não vai cumprir o despacho do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, que ordenou a destruição das escutas que envolvem José Sócrates e Armando Vara. O DN sabe que o magistrado de Aveiro já enviou uma resposta ao presidente do Supremo, na qual terá afirmado que o presidente do STJ não tem competência para dar ordens a outro juiz. Contactada pelo DN, a LPM, agência de comunicação que trabalha para o Supremo, apenas disse que Noronha do Nascimento não pretende fazer comentários e prestar declarações sobre o processo.

A argumentação utilizada por António Costa Gomes passará pela tese já defendida publicamente por Manuel da Costa Andrade, professor catedrático de Direito Penal na Universidade de Coimbra. No fundo, o juiz deverá argumentar que o presidente do Supremo não tem competência para interferir nos actos por si praticados, uma vez que - ao contrário do Ministério Público - os juízes não estão integrados numa estrutura hierarquizada. Tal como diz a lei, os juízes são independentes. Os seus actos apenas podem ser sindicados em sede de recurso.

Ou seja, António Costa Gomes poderá contestar a decisão de Noronha do Nascimento que, de acordo com o último comunicado da PGR, ordenou "a destruição de todos os suportes" relativos às conversas. "O presidente do Supremo pode mandar destruir as escutas da certidão. Do processo original, a competência é do juiz de instrução", disse ao DN um juiz desembargador.

O caso das certidões está, como se tem observado, envolvido numa acesa polémica jurídica. A questão central é saber se foi ou não aberto um inquérito-crime. "Se não foi, a decisão do presidente do Supremo nem é nula, é inexistente", afirmou o mesmo magistrado de um tribunal da Relação. "Os actos dos juízes só têm validade nos processos e não em meros expedientes", precisou a mesma fonte. Neste sentido também se pronunciou o professor de Direito Penal Paulo Pinto de Albuquerque, ontem em artigo de opinião. O colunista do DN foi ainda mais longe: "Há dois magistrados no nosso país que fazem um juízo de valor gravíssimo sobre o conteúdo dessas escutas. A questão que qualquer cidadão comum se coloca é a seguinte: como é possível que sejam destruídas escutas que dois magistrados de duas magistraturas distintas entendem indiciarem a prática de um crime gravíssimo pelo primeiro-ministro sem que o povo português conheça o teor dessas escutas?" É mais uma pergunta (esta não jurídica) sem resposta na polémica.
Tem-se questionado a Procuradoria-Geral da República (PGR) se foi ou não aberto um inquérito-crime e se as certidões estão em segredo de justiça, pedindo autorização para consulta das mesmas. Perguntas simples, a que a PGR respondeu desta forma: "Os elementos recebidos não permitem, pela sua natureza, a solicitada cedência para qualquer tipo de consulta".

Para hoje está previsto um comunicado de Pinto Monteiro, que pretende revelar qual o destino de mais cinco escutas telefónicas entre José Sócrates e Armando Vara, que o Ministério Público de Aveiro considerou relevantes do ponto de vista criminal. Recorde-se que o Procurador-geral considerou as primeiras seis escutas sem relevância criminal, ao contrário do defendido pelo procurador do caso "Face Oculta" e do juiz de instrução. Estes eram da opinião que as primeiras conversas entre Armando Vara e José Sócrates indiciavam o crime de atentando contra o Estado de direito, previsto numa lei especial.

Carlos Rodrigues de Lima. Diário de Noticias de hoje


Nota para os amigos leitores.
Foi o ultimo apontamento que publiquei sobre o caso "Face oculta". Não por motivo algum em especial, mas porque tenho o sentimento de que se deve deixar a justiça correr e fazer o seu trabalho sem andar a fazer -se ondas por fora. E no final ver-se-ão os resultados se os houver, claro!

Na proxima segunda feira deslocar-me-ei a Aveiro e por lá estarei dois dias. Estou combinado com o leitor Zé Espanca da Murtosa para encontrarmo-nos na terça-feira ao meio-dia. ( se me atrasar até às 13h00, nunca será atraso, mas uma situação normal). Lá estarei caro amigo. É pena o nosso amigo Antonio Raposo não ir comigo. Fica para a próxima. Quando lá chegar ao local combinado (Praça Principal de Pardelhas) dou-lhe uma telefonadela. Até lá.

Adriano Ribeiro

Esta Lisboa que eu amo. Agora só faltava mais este estojo em perspectiva.

Tomás Taveira podes voltar. Apareceu outro gosto pior!

Projecto para a Nova Igreja Paroquial de S. Francisco Xavier


Nesta espécie de casco dourado ficará o local de culto propriamente dito. Nos edifícios brancos situa-se a entrada e alguns serviços de apoio da igreja. Por detrás do painel vermelho ficam instalações de apoio social.

Outra obra do mesmo arquitecto

Outro projecto do mesmo arquitecto é este polémico edificio no Parque das Nações. Como estava projectado ficava com as cores da bandeira nacional, chamando-se por isso, Bandeira Habitada. Acabou por ter de ficar branco. Era inevitavel o fracasso por causa do mau gosto estético visual e tambem do bom gosto dos futuros residentes.


O autor do projecto para a nova Igreja do Restelo é o professor arquitecto Troufa Real. Quem é este arquitecto? Vamos recorrer ao seu próprio blogue para o identificá-lo melhor:

Troufa Real é uma figura de referência na arquitectura portuguesa, que em paralelo com a sua actividade como arquitecto foi professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Recebeu-nos na tarde de 9 de Fevereiro de 2005, no seu atelier, próximo do Chiado. Teve a paciência de nos mostrar os seus projectos, de nos falar dos seus gostos, da sua personalidade. Natural de Angola, licenciou-se em arquitectura, porque o "status quo" de então não lhe permitiu ser pintor [POIS, O JÚLIO POMAR ERA TROLHA...]. Mas nunca deixou de pintar, esculpir, desenhar e fazer poesia. Hierarquisa [É COM «Z», CARAÇAS!] as suas prioridades na vida assim: primeiro, a prática do pensamento livre, tendo sempre como referência a religião católica e o ser humano. Em segundo lugar, a relação com a natureza e em especial, o mar, onde há história, horizonte e espaço, silêncio e também o ruído do cosmos na sua dinâmica universal [O «RUÍDO DO COSMOS NA SUA DINÂMICA UNIVERSAL»?! ISTO É UM ANÚNCIO DO PROF. TROUFA OU DO PROF. BAMBO?]. Em terceiro lugar o acto de criar, as artes em todas as suas dimensões. Em quarto lugar, a aventura portuguesa, gente que não se governa, nem se deixa governar. Em quinto lugar (não podemos ficar só com quatro, porque o quatro é morte da crença chinesa) [ESTA É LINDA...] declara o seu fascínio pela mulher em toda a sua dimensão [ACALMEM-NO COM UMA BONECA INSUFLÁVEL!].

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Pois é amigos leitores!

Esqueçam esta vida de crise, do enorme buraco no orçamento, do défice a abeirar-se dos 8%, de se saber se é orçamento rectificativo ou, então, redistributivo, dos mais de 500 mil sem emprego, se Paulo Penedos tem os 25 mil euros para pagar a caução, ele que , segundo dizem, está afogado em dívidas, e gozem um excelente Fim-de-semana.

Boa pequena esta Ana, não acham?

Quando falta força e jeito, vai mesmo à mão! Não é tão bom, mas desenrasca.

E assim (com a mão) lá está a França no Mundial 2010


À falta de capacidade para vergar uma Irlanda bem arrumada por Trapattoni, a França safou-se de boa com um golo escandalosamente irregular e meteu-se na fase final do 'África do Sul 2010'. Henry, na assistência para o golo de Gallas, conseguiu ajeitar duas vezes a bola com a mão. Um lance "à grande e à francesa", que leva os gauleses a conseguirem, no prolongamento, o apuramento que estava mais à mão. Na foto, Andrews e Kilbane pareciam não acreditar no que tinham visto e que o inenarrável Martin Hansson não tinha descortinado. Um erro grosseiro que não aconteceria na Liga Europa. Mas para a história, fica o apuramento da França e um escândalo enorme. Só mesmo um ser mesquinho como Domenech consegue festejar uma destas. E do comportamento de Henry nem se fala.
E assim vai este futebol, tão maltratado por estas mentalidades de dirigentes sem caracter. E de ' players' que metem as mãos onde só deviam meter os pés. Triste, muito triste.
France, ma belle France. Bonjour tristesse. C'est dommage.
Adriano Ribeiro

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